Ainda a dar vazão às idéias, tenho-me perguntado com uma frequência fora do comum, até quando todas as lembranças haverão de viver? Algum dia alguma lembrança morre ou deixar de existir?
Martelo, remoo, penso, e nada! Quando sinto que estou em paz, sereno, subitamente sou invadido por elas. Vêm e tomam conta da minha vida por horas, como se eu fosse um passageiro de um barco à deriva...
Já não há sítio onde eu olhe sem que haja alguma associação, e não são coisas ditas espetaculares. São coisas do cotidiano. Um carro, uma pintura, um sorriso de surpresa, uma exclamação de felicidade, cheiro da chuva na pedra, gostos, fumaça e até um simples morango! Tudo faz-me lembrar.
Sinto-me como Ulisses amarrado em seu navio a percorrer o mar infestado de Sereias, tentando soltar-me das cordas... mas elas estão muito bem presas... nós de escoteiros talvez... Sei que apenas não há como escapar, e mesmo se houvesse, como eu fugiria de mim mesmo?!
domingo, 6 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
1 mês...
O tempo anda depressa! Muito depressa!
Dei-me conta que faz 1 mês que deixei Portugal. Parece que foi ontem, incrível.
Deve haver algures em nossa mente onde o tempo e o espaço não existem, onde as coisas ficam lá inertes, uma dimensão paralela à nossa.
Lembro-me de cada luz vista do alto quando o avião arremetia para o sul rumo ao lar, e Lisboa é muito bonita lá do alto (não apenas do alto). Esta imagem fez-me recordar de Florianópolis vista de um avião, principalmente pela silhueta de suas pontes (a Hercílio Luz cá e a 25 de abril lá) a tremular na água. Algo digno de por-se em um porta retratos (e este eu o tenho guardado naquele sítio oculto algures na mente).
Fiquei com o rosto colado na janela a ver a cidade distanciando-se paulatinamente e a transformar-se apenas em um pequeno ponto luminoso perdido na linha do horizonte. A Saudade é imensa e ela fomenta meu desejo de retorno. Planos são já arquitetados, rogo apenas que desta vez, haja mais tempo.
Dei-me conta que faz 1 mês que deixei Portugal. Parece que foi ontem, incrível.
Deve haver algures em nossa mente onde o tempo e o espaço não existem, onde as coisas ficam lá inertes, uma dimensão paralela à nossa.
Lembro-me de cada luz vista do alto quando o avião arremetia para o sul rumo ao lar, e Lisboa é muito bonita lá do alto (não apenas do alto). Esta imagem fez-me recordar de Florianópolis vista de um avião, principalmente pela silhueta de suas pontes (a Hercílio Luz cá e a 25 de abril lá) a tremular na água. Algo digno de por-se em um porta retratos (e este eu o tenho guardado naquele sítio oculto algures na mente).
Fiquei com o rosto colado na janela a ver a cidade distanciando-se paulatinamente e a transformar-se apenas em um pequeno ponto luminoso perdido na linha do horizonte. A Saudade é imensa e ela fomenta meu desejo de retorno. Planos são já arquitetados, rogo apenas que desta vez, haja mais tempo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Caldo!!!
Tem certos dias quem em não nos apetece fazer nada, pois vos digo, eu sou um bocadinho pior do que isso!!!
Nestes meses quentes de final de primavera e durante todo o verão por mim não sairia nem de casa. Custa-me tanto acordar e já ter o sol a dar bom dia, por a cara para fora da janela e sentir o calor sufocante a roubar-me o ar.
É nestas época do ano que agradeço sempre pela invenção do AR CONDICIONADO. Sinceramente, não sei como seria da minha vida sem ele.
Penso que tão logo possa, passarei férias no hemisfério norte sempre nesta altura, fugir do calor e correr atrás do ar gélido que da alegria a minha vida, afinal, para sonhar ainda não se paga impostos!
Nestes meses quentes de final de primavera e durante todo o verão por mim não sairia nem de casa. Custa-me tanto acordar e já ter o sol a dar bom dia, por a cara para fora da janela e sentir o calor sufocante a roubar-me o ar.
É nestas época do ano que agradeço sempre pela invenção do AR CONDICIONADO. Sinceramente, não sei como seria da minha vida sem ele.
Penso que tão logo possa, passarei férias no hemisfério norte sempre nesta altura, fugir do calor e correr atrás do ar gélido que da alegria a minha vida, afinal, para sonhar ainda não se paga impostos!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Conflitos - Continuação
A dar seguimento aos dias (entende-se por dia não apenas o período diurno, mas as 24 horas que o compõe)de desassosego, dou-me por pensar nos sucessivos ocorridos e como eles influenciam TODO o meu pensar.
Sinto que há uma grande luta a travar-se algures no meu cérebro, luta destas digna de relato de caso do ilustre Dr. Freud. A contante temática dos sonhos deixam-me seguro de que estou diante do que chamamos de embate do consciente vs subconsciente, ego contra superego.
Conscientemente tenho noção de que deixar-me guiar pelo meu lado obscuro da mente seria o mais sensato a fazer, mas como? se tenho um cão de guarda chamado de razão a esquadrinhar cada impulso que me norteia! Pergunto-me dia após dia como resolver isso? Pensava eu que esta fase tinha se aquiescido, mas derrepente tudo voltou a tona e com intensidade imensa.
Não consigo perceber como, mas tento ver se alguma coisa caia do céu e ajude minha pobre cabeça a achar uma solução. Não é sensato continuar a viver assim. Algo precisa ser feito, para o bem ou para o mal... espero que para o bem!
Sinto que há uma grande luta a travar-se algures no meu cérebro, luta destas digna de relato de caso do ilustre Dr. Freud. A contante temática dos sonhos deixam-me seguro de que estou diante do que chamamos de embate do consciente vs subconsciente, ego contra superego.
Conscientemente tenho noção de que deixar-me guiar pelo meu lado obscuro da mente seria o mais sensato a fazer, mas como? se tenho um cão de guarda chamado de razão a esquadrinhar cada impulso que me norteia! Pergunto-me dia após dia como resolver isso? Pensava eu que esta fase tinha se aquiescido, mas derrepente tudo voltou a tona e com intensidade imensa.
Não consigo perceber como, mas tento ver se alguma coisa caia do céu e ajude minha pobre cabeça a achar uma solução. Não é sensato continuar a viver assim. Algo precisa ser feito, para o bem ou para o mal... espero que para o bem!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Velhos Hábitos....
Hoje retomei alguns dos meus velhos hábitos que estavam meio de lado nas últimas semanas, ou por falta de tempo ou de ânimo (provavelmente mais por conta da segunda opção).
Com muito custo fiz-me sair de casa e ir ter com a malta do futebol. Como foi bom correr atrás da bola e chuta-la. É como se subitamente tudo ficasse claro. Os problemas somem como no dizer de um "abracadabra"!
Estou cheio de dores, mas de alma lavada. Precisava realmente disso. Uma fuga eventual da realidade não há de ser tal mau assim. E a propósito! Fiz um golo, apenas um, mas é o recomeço. Não corri tanto como outrora, mas aos poucos retomarei a forma que tinha há uns meses.
O próximo passo agora é voltar a estudar com mais afinco. Mas escreverei sobre isso outra hora. Agora sinto-me fraco e com a cabeça oprimida.
Com muito custo fiz-me sair de casa e ir ter com a malta do futebol. Como foi bom correr atrás da bola e chuta-la. É como se subitamente tudo ficasse claro. Os problemas somem como no dizer de um "abracadabra"!
Estou cheio de dores, mas de alma lavada. Precisava realmente disso. Uma fuga eventual da realidade não há de ser tal mau assim. E a propósito! Fiz um golo, apenas um, mas é o recomeço. Não corri tanto como outrora, mas aos poucos retomarei a forma que tinha há uns meses.
O próximo passo agora é voltar a estudar com mais afinco. Mas escreverei sobre isso outra hora. Agora sinto-me fraco e com a cabeça oprimida.
domingo, 22 de novembro de 2009
Concidências ou destino?!
Nestes 2 dias que transcorreram, vieram a tona uma miríade de lembranças... Lembranças estas que simplesmente reapareceram na minha cabeça (sem pedir licença), seja na racionalidade da vigília ou na surdina dos sonhos, e obnubilaram minhas idéias e sufocaram o aflorar lógico de outras coisas.
Há um ano feri impiedosamente alguém, alguém que não teve sequer chance de se defender e não havia culpa alguma. Simplesmente cheguei e "apaguei" algo que era para dizer no mínimo mágico...
O tempo nos faz amadurecer e hoje, ironicamente, percebo o quão egoísta e mesquinho fui. Como pude em sã consciência repudiar aquilo que mais dava-me alegria?!
Nos últimos dias senti realmente como pode soar doloroso a palavra "amizade". Já em uma altura que não recordo exatamente, mas lembro das circunstâncias, haviam me dito o quão era custoso lê-la, e eu, cego, não havia percebido de súbito do ocorrido. Bem feito para mim. Agora já não adianta chorar o leite deitado fora e aprendi da pior forma o real significado desta palavra....
Tenho de reorganizar os pensamentos e seguir com alguns projetos que tenho a crescer e espero que logo dêem frutos...
Há um ano feri impiedosamente alguém, alguém que não teve sequer chance de se defender e não havia culpa alguma. Simplesmente cheguei e "apaguei" algo que era para dizer no mínimo mágico...
O tempo nos faz amadurecer e hoje, ironicamente, percebo o quão egoísta e mesquinho fui. Como pude em sã consciência repudiar aquilo que mais dava-me alegria?!
Nos últimos dias senti realmente como pode soar doloroso a palavra "amizade". Já em uma altura que não recordo exatamente, mas lembro das circunstâncias, haviam me dito o quão era custoso lê-la, e eu, cego, não havia percebido de súbito do ocorrido. Bem feito para mim. Agora já não adianta chorar o leite deitado fora e aprendi da pior forma o real significado desta palavra....
Tenho de reorganizar os pensamentos e seguir com alguns projetos que tenho a crescer e espero que logo dêem frutos...
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Conheça-te a ti mesmo!
Deixo cá uma pergunta lida há anos, que voltou a rodar meus pensamentos ultimamente, que provavelmente já foi lida por milhões de pessoas:
Sofia, quem és tu????
Sofia, quem és tu????
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