domingo, 6 de dezembro de 2009

Fuga Impossível....

Ainda a dar vazão às idéias, tenho-me perguntado com uma frequência fora do comum, até quando todas as lembranças haverão de viver? Algum dia alguma lembrança morre ou deixar de existir?

Martelo, remoo, penso, e nada! Quando sinto que estou em paz, sereno, subitamente sou invadido por elas. Vêm e tomam conta da minha vida por horas, como se eu fosse um passageiro de um barco à deriva...

Já não há sítio onde eu olhe sem que haja alguma associação, e não são coisas ditas espetaculares. São coisas do cotidiano. Um carro, uma pintura, um sorriso de surpresa, uma exclamação de felicidade, cheiro da chuva na pedra, gostos, fumaça e até um simples morango! Tudo faz-me lembrar.

Sinto-me como Ulisses amarrado em seu navio a percorrer o mar infestado de Sereias, tentando soltar-me das cordas... mas elas estão muito bem presas... nós de escoteiros talvez... Sei que apenas não há como escapar, e mesmo se houvesse, como eu fugiria de mim mesmo?!

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